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Finalizando o primeiro ciclo

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 O primeiro passo de muitos que estão por vir     Como diz Heráclito "Nenhum homem pode entrar duas vezes no mesmo rio". Tomando como base esta metáfora do filósofo grego, reflito sobre minha trajetória na disciplina de Tecnologias Digitais no Ensino (TDE). Apesar de considerar que poderia ter me esforçado bem mais para atingir os objetivos de atividades da disciplina, percebo que a Larissa do início da disciplina não é a mesma que a finaliza. Foram muitas experiências de leituras, atividades e interações entre colegas e o professor; inúmeras aprendizagens e diferentes formas de pensar foram sendo construídas nesse caminho que foi trilhado.     Trago mais uma vez essa imagem por ela representar de maneira muito assertiva esse trajeto inicial: o cansaço que surge entre um estudo e outro, uma leitura e outra, na feitura de uma atividade, no exercício de pensar fora da caixinha, na melhoria de habilidades enquanto pesquisador(a), na incerteza que caminha lado a lad...

Entre escritas e reescritas

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 O MOTIVO DO SUMIÇO     Olá, pessoal! Tudo bem com vocês?     As duas últimas semanas sem aulas presenciais foram intensas. Passei noites em claro escrevendo e reescrevendo o artigo para publicação. Entre idas e vindas, reuniões com minha parceira de escrita e meu orientador, para que o artigo chegasse em sua versão final, muitos caminhos foram percorridos. Muitas leituras!! A sensação de que a escrita acadêmica não era para mim bateu forte em muitos momentos. Mas chegamos ao fim e conseguimos, ao meu ver, fazer um belo trabalho alinhado com tudo o que eu tinha pensado e evidenciando muito mais do que a confirmação de hipóteses.          A experiência no primeiro semestre como mestranda foi muito desafiadora para mim. A quantidade de leituras, a necessidade de aprimorar minhas habilidades enquanto leitora crítica, pesquisadora, de conseguir melhorar a habilidade de sintetizar, organizar ideias, conversar com autores da minha e de outra á...

O PAPEL DA LUDICIDADE NA AQUISIÇÃO DE NOVOS CONHECIMENTOS

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 Ludicidade, cognição e a formação do educador     A ludicidade não é uma simples lista de atividades externas (brincadeiras ou jogos), mas um estado interno de inteireza e plenitude do sujeito  (Luckesi, 2014). Dessa forma, para  que uma atividade seja lúdica, é necessário que a "alma" do praticante esteja presente no que ele faz; caso contrário, a atividade torna-se incômoda ou monótona, isto é, a visão subjetiva de nossos estados emocionais como também nossa carga de experiências e vivências podem qualificar a experiência como positiva ou negativa. Assim, a ludicidade pode estar presente em qualquer etapa da vida, desde que promova um sentimento de bem-estar e entrega total ao momento.    Na perspectiva da aprendizagem baseada em jogos digitais, compreende-se que o engajamento lúdico afeta o cérebro (Ramos; Pimentel, 2021). Sob a ótica das neurociências, os jogos digitais criam ambientes enriquecedores que estimulam sinapses e podem aumentar a e...

É preciso transver o mundo: um olhar lúdico

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 A ludicidade está em tudo     Na última aula fomos novamente convidados a pensar fora da caixinha, a repensar conceitos e (des)construir paradigmas. Após a conversação em torno dos frameworks, o professor Fernando nos convidou a pensarmos na última vez que brincamos, seja de forma individual ou com alguma companhia. Um exercício interessante para introduzir o tema de ludicidade.           Passamos boa parte do tempo, enquanto pedagogos(as), ouvindo frases como "tem que ter ludicidade para que a criança aprenda melhor", "criança precisa brincar", "é preciso usar o lúdico na prática educativa", dentre tantas outras que reforçam a importância do lúdico no processo de ensino e de aprendizagem e que fortalecem a ideia de que o lúdico só está presente onde há jogos e brincadeiras. Será? Esse é o desafio de estudos da semana: entender o que é ludicidade e como ela interage com as tecnologias.      Voltando ao exercício proposto por ...

Problema 8 - Softwares para o ensino STEAM

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  Problema 8 - Softwares para o ensino STEAM      Olá pessoal, tudo bem com vocês?         Confesso que não conhecia a abordagem STEAM. Sabe aquele ditado popular: já ouvi falar, mas não sei o que é? É bem por esse caminho. Dessa forma, nesse PBL, pude compreender um pouco do 'como' e 'por que' surgiu a abordagem STEAM ( Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática).           Rossi et al (2025), evidenciam que esta abordagem foi criada com o objetivo de priorizar a aprendizagem significativa tendo como base problemas reais, por meio da trans e interdisciplinaridade com a utilização de diferentes metodologias ativas  , baseada no construcionismo  . Os autores advertem que as áreas que compõem o STEAM devem ser vistas e trabalhadas de maneira complementar e interativa - e não isoladamente.      Como vimos, o STEAM integra várias áreas, visando o trabalho colaborativo e a inclusão social...

Problema 7 - Interfaces Digitais e Interatividade

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Interação e interatividade digital          A interação pode ser entendida como um processo de troca entre duas ou mais pessoas, em que há uma construção conjunta de sentidos por meio da comunicação. Ou seja, não é apenas um contato superficial, mas envolve intersubjetividade, já que cada sujeito participa ativamente com suas experiências, ideias e interpretações. Para que a interação aconteça, alguns elementos são fundamentais, como a inter-relação (uma troca que faça sentido), um ambiente em que ela ocorre (como o espaço-tempo de um Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA) e um certo comportamento dos envolvidos, que pode surgir tanto do diálogo quanto de situações de conflito. Além disso, é importante diferenciar interação de interatividade: enquanto a interação está relacionada às relações entre pessoas (humano-humano), a interatividade diz respeito à relação entre o sujeito e as tecnologias ou sistemas (humano-máquina) (Pimentel, 2013).      N...

E para você, que sentido tem a vida?

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DETALHES DA VIDA: o que realmente percebemos?     O que é 👉  Ser Sensível  👈ao mundo?       Ser sensível nem sempre é bom, mas é algo que considero necessário. A sensibilidade nos faz enxergar para além do que se é mostrado. Ela nos compadece, mas também nos rasga; nos expande, mas também nos apequena; nos inspira, no entanto causa desconforto. A sensibilidade nos expõe ao Mundo.      Quando entramos em contato com a escrita de Clarice Lispector e nos identificamos com suas palavras, intensidade, busca de si mesmo; nos deparamos com uma nova forma de perceber a vida. É assim que me sinto a cada novo livro dela que leio. A literatura tem o poder de nos ressignificar. Sempre fui um ser tímido e introspectivo que procurava sentido naquilo que fazia, nos sonhos que sonhava, nos caminhos que trilhava e, principalmente, na vida. A vida sempre foi um tema e um campo de muita reflexão para mim, e Lispector, com seus personagens complexos,...

O ATO DE CRIAR

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 Quando crio, aprendo com a minha criação         Durante esse intervalo sem aulas presenciais pensei bastante sobre minha proposta de artigo: por onde começar? Quais caminhos seguir? Que teóricos usar para embasar meu estudo? E o artigo começou a ganhar vida, seu esqueleto sendo construído aos poucos. O processo de escrita costuma ser lento, entre idas e vindas; escrita, correções, escrita, erros, acertos, correções... É um processo solitário: você, sua escrita e as vozes dos estudiosos que te ajudarão nessa tarefa árdua. O processo criativo da escrita não acontece em um passe de mágica. Temos que beber de diversas fontes e encontrar o nosso caminho, a nossa voz, ainda que esta esteja composta por diversas vozes. O cuidado é contínuo!  Este artigo não me servirá como um instrumento para conseguir "nota" na disciplina, mas como um caminho de aprimoramento para a escrita de minha dissertação, um pontapé inicial para essa trajetória de pesquisadora que t...

Estudo dirigido: Tecnologia, técnica, cognição e aprendizagem

 Tecnologia e Aprendizagem      As leituras de Álvaro Pinto (2005) e Lévy (1993) permite compreender a tecnologia não como um conjunto de ferramentas externas, mas como uma dimensão constituinte da existência humana e do pensamento coletivo. Os autores desconstroem visões instrumentais e propõem uma nova compreensão da aprendizagem e da consciência.      Para Pinto (2005),  a tecnologia é sempre uma produção histórica situada em contextos sociais e econômicos específicos , desmontando a ideia de tecnologia universal e neutra e evidenciando que expressões como "era tecnológica" e "técnica em escala planetária" fazem parte de artifícios ideológicos. Pinto argumenta, ainda, que o conceito de técnica planetária ignora as massas privadas de acesso às tecnologias avançadas e serve aos interesses econômicos de centros produtores hegemônicos.      Pierre Lévy (1993) dialoga com a visão de Pinto (2005) ao rejeitar a ideia de uma "Té...

Autoavaliação: ressignificação de trajetórias

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 Olhar para si é um movimento de descoberta      Em outros posts anteriores falei um pouco sobre como tem sido desafiador esse início do mestrado. A disciplina de Tecnologias Digitais no Ensino tem me tirado da caixinha e me sacudido semanalmente. Sim, apesar das dificuldades que tenho tido para realizar as leituras, muitas delas densas, com conceitos que tive o primeiro contato somente agora, considero que tenho avançado de forma positiva na compreensão e entendimento dos fundamentos teóricos da disciplina.          Os estudos e leituras realizadas têm modificado minha maneira de pensar sobre Tecnologia (ciência que embasa a técnica), bem como sobre a incorporação (e não uso) dos artefatos digitais no ensino, compreendendo suas possibilidades e limitações na promoção de um ensino crítico, consciente e colaborativo. Compreender que as tecnologias digitais devem ser aliadas dos docentes em suas práticas faz muita diferença, uma vez que temos, ...

Linha do tempo: incorporação das tecnologias no ensino brasileiro

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  Tecnologias Digitais no Ensino: possibilidades e limites    A incorporação das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na educação impactou as práticas de ensino e de aprendizagem ao longo do tempo, desde quando se iniciaram as reflexões sobre a utilização de recursos digitais nos ambientes escolares na década de 1970. De acordo com Coll, Mauri e Onrubia (2010) , as TIC possuem um grande potencial para inovar e transformar o ensino, funcionando como instrumentos psicológicos que medeiam os processos de pensamento e interpensamento. No entanto, para que essa melhoria ocorra de forma eficiente, é preciso incorporar as tecnologias no projeto técnico-pedagógico , para que façam parte da mediação no Triângulo Interativo (alunos, professor e conteúdos), uma vez que o acesso aos artefatos digitais por si só não garante a construção de novos conhecimentos. Os autores pontuam que o uso pedagógico deve visar o desenvolvimento de competências digitais que permitam aos al...