O ATO DE CRIAR
Quando crio, aprendo com a minha criação
Durante esse intervalo sem aulas presenciais pensei bastante sobre minha proposta de artigo: por onde começar? Quais caminhos seguir? Que teóricos usar para embasar meu estudo? E o artigo começou a ganhar vida, seu esqueleto sendo construído aos poucos. O processo de escrita costuma ser lento, entre idas e vindas; escrita, correções, escrita, erros, acertos, correções... É um processo solitário: você, sua escrita e as vozes dos estudiosos que te ajudarão nessa tarefa árdua. O processo criativo da escrita não acontece em um passe de mágica. Temos que beber de diversas fontes e encontrar o nosso caminho, a nossa voz, ainda que esta esteja composta por diversas vozes. O cuidado é contínuo! Este artigo não me servirá como um instrumento para conseguir "nota" na disciplina, mas como um caminho de aprimoramento para a escrita de minha dissertação, um pontapé inicial para essa trajetória de pesquisadora que tenho iniciado há poucos meses na pós, com muitos altos e baixos. Somos seres humanos sensíveis a tudo que nos cerca, a vida nos constrange e afeta mesmo sem darmos permissão.
Com relação ao PBL 6, ainda que não tenha produzido o vídeo, pude compreender melhor como a aprendizagem pode acontecer com e através dos dispositivos digitais, como também pude conversar com colegas sobre as limitações do ensino público quando se trata da utilização dos dispositivos digitais no ensino, fazendo-me questionar: onde está o problema? nos dispositivos digitais ou na infraestrutura das instituições escolares? Será mesmo que estes dispositivos são nocivos ao processo de aprendizagem na Alfabetização e em outros níveis de ensino e de aprendizagem? Como os dispositivos digitais podem favorecer a apropriação da leitura e da escrita? Muitos questionamentos e muitos pensamentos...
Em minha experiência enquanto estudante, os dispositivos digitais têm favorecido a desenvoltura dos meus estudos, facilitando a pesquisa, o entendimento de teorias, de conceitos; a apropriação das habilidades enquanto pesquisadora.
Também nesse período sem aulas presenciais, caminhei pelas postagens dos colegas. E nas últimas leituras que realizei, me chamou a atenção a forma clara e precisa que um dos colegas escreve. Uma linguagem que faz o complexo tornar-se acessível (não simples, acessível). Ele aproximou Álvaro Vieira Pinto e Pierre Lévy articulando sua intimidade com as palavras, sendo construtor de pontes e viabilizando caminhos para a escrita de sua tese. Seria ele um Mago da escrita, construindo pontes e caminhos silenciosos entre as leituras?
Rabiscando poesia... para não perder o costume rsrs
A minha estranheza
mistura-se
à estranheza do mundo.
Às vezes tão alheia,
às vezes tão incapaz
das miudezas:
como encontrar,
na pequenez dos barulhos,
as grandezas do Silêncio.
Larissa Alves

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