E para você, que sentido tem a vida?
DETALHES DA VIDA: o que realmente percebemos?
O que é 👉 Ser Sensível 👈ao mundo?
Ser sensível nem sempre é bom, mas é algo que considero necessário. A sensibilidade nos faz enxergar para além do que se é mostrado. Ela nos compadece, mas também nos rasga; nos expande, mas também nos apequena; nos inspira, no entanto causa desconforto. A sensibilidade nos expõe ao Mundo.
Quando entramos em contato com a escrita de Clarice Lispector e nos identificamos com suas palavras, intensidade, busca de si mesmo; nos deparamos com uma nova forma de perceber a vida. É assim que me sinto a cada novo livro dela que leio. A literatura tem o poder de nos ressignificar. Sempre fui um ser tímido e introspectivo que procurava sentido naquilo que fazia, nos sonhos que sonhava, nos caminhos que trilhava e, principalmente, na vida. A vida sempre foi um tema e um campo de muita reflexão para mim, e Lispector, com seus personagens complexos, me mostrou um novo mundo: um mundo em que descobri que "Liberdade é pouco o que desejo ainda não tem nome"; que "Sou mansa, mas minha função de viver é feroz"; e que "Depois do medo vem o mundo". Identifico-me com algumas de suas personagens que refletem muito sobre o sentido da vida e se perdem na intensidade de suas reflexões.
E para você, que sentido tem a vida?
👉Manoel de Barros 👈, meu segundo poeta favorito, já que morro de amores por Álvaro de Campos (Fernando Pessoa), é um ser humano incrivelmente sensível. Com a leveza de uma criança no sorriso e no modo de enxergar a vida e, assim, expressá-la.
A poesia está guardada nas palavras – é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado.
Sou fraco para elogios.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado.
Sou fraco para elogios.
👉 Manoel de Barros 👈
É nas insignificâncias do mundo e nas nossas que nos descobrimos, nos reiventamos e nos permitimos ser quem realmente somos.
Depois do medo vem o mundo (Lispector)
Após a graduação senti medo e insegurança em tentar ingressar no mestrado. Mas tentei e consegui, após um ano "afastada" da universidade. Fui com medo mesmo e descobri o mundo (Lispector bem que avisou!).
27 de abril: aula presencial
Muitas foram as reflexões na volta ao presencial na disciplina de TDE. O professor iniciou a aula com uma dinâmica em que escreveríamos um bilhete para nós mesmos e depois estes bilhetes seriam distribuídos. Cada colega pegou o bilhete escrito por outro colega e o que peguei me tocou profundamente por sua sensibilidade, pelo desejo de continuar firme apesar das adversidades.
Nesse início de aula, o professor falou duas coisas que ficaram me acompanhando por esses dias: "Quantas pessoas que você conhece são mestres ou doutores?" - O peso da responsabilidade do lugar que agora ocupo; e "Tem pessoas que acham que estão aqui por sorte. Não foi sorte!" - Não foi e nem é sorte. Somos 20 pessoas diferentes, com vivências diferentes, que buscam a realização de um objetivo, de um sonho, de crescimento. E a todo instante estamos nos reiventando... A cada novo desafio de PBL.
Foi lançado um novo desafio com o PBL7. Realmente desafiante: criar uma interface. Reinventar, buscando maneiras de tornar concretas a interação e a interatividade no âmbito educacional.


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