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O PAPEL DA LUDICIDADE NA AQUISIÇÃO DE NOVOS CONHECIMENTOS

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 Ludicidade, cognição e a formação do educador     A ludicidade não é uma simples lista de atividades externas (brincadeiras ou jogos), mas um estado interno de inteireza e plenitude do sujeito  (Luckesi, 2014). Dessa forma, para  que uma atividade seja lúdica, é necessário que a "alma" do praticante esteja presente no que ele faz; caso contrário, a atividade torna-se incômoda ou monótona, isto é, a visão subjetiva de nossos estados emocionais como também nossa carga de experiências e vivências podem qualificar a experiência como positiva ou negativa. Assim, a ludicidade pode estar presente em qualquer etapa da vida, desde que promova um sentimento de bem-estar e entrega total ao momento.    Na perspectiva da aprendizagem baseada em jogos digitais, compreende-se que o engajamento lúdico afeta o cérebro (Ramos; Pimentel, 2021). Sob a ótica das neurociências, os jogos digitais criam ambientes enriquecedores que estimulam sinapses e podem aumentar a e...

É preciso transver o mundo: um olhar lúdico

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 A ludicidade está em tudo     Na última aula fomos novamente convidados a pensar fora da caixinha, a repensar conceitos e (des)construir paradigmas. Após a conversação em torno dos frameworks, o professor Fernando nos convidou a pensarmos na última vez que brincamos, seja de forma individual ou com alguma companhia. Um exercício interessante para introduzir o tema de ludicidade.           Passamos boa parte do tempo, enquanto pedagogos(as), ouvindo frases como "tem que ter ludicidade para que a criança aprenda melhor", "criança precisa brincar", "é preciso usar o lúdico na prática educativa", dentre tantas outras que reforçam a importância do lúdico no processo de ensino e de aprendizagem e que fortalecem a ideia de que o lúdico só está presente onde há jogos e brincadeiras. Será? Esse é o desafio de estudos da semana: entender o que é ludicidade e como ela interage com as tecnologias.      Voltando ao exercício proposto por ...

Problema 8 - Softwares para o ensino STEAM

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  Problema 8 - Softwares para o ensino STEAM      Olá pessoal, tudo bem com vocês?         Confesso que não conhecia a abordagem STEAM. Sabe aquele ditado popular: já ouvi falar, mas não sei o que é? É bem por esse caminho. Dessa forma, nesse PBL, pude compreender um pouco do 'como' e 'por que' surgiu a abordagem STEAM ( Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática).           Rossi et al (2025), evidenciam que esta abordagem foi criada com o objetivo de priorizar a aprendizagem significativa tendo como base problemas reais, por meio da trans e interdisciplinaridade com a utilização de diferentes metodologias ativas  , baseada no construcionismo  . Os autores advertem que as áreas que compõem o STEAM devem ser vistas e trabalhadas de maneira complementar e interativa - e não isoladamente.      Como vimos, o STEAM integra várias áreas, visando o trabalho colaborativo e a inclusão social...

Problema 7 - Interfaces Digitais e Interatividade

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Interação e interatividade digital          A interação pode ser entendida como um processo de troca entre duas ou mais pessoas, em que há uma construção conjunta de sentidos por meio da comunicação. Ou seja, não é apenas um contato superficial, mas envolve intersubjetividade, já que cada sujeito participa ativamente com suas experiências, ideias e interpretações. Para que a interação aconteça, alguns elementos são fundamentais, como a inter-relação (uma troca que faça sentido), um ambiente em que ela ocorre (como o espaço-tempo de um Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA) e um certo comportamento dos envolvidos, que pode surgir tanto do diálogo quanto de situações de conflito. Além disso, é importante diferenciar interação de interatividade: enquanto a interação está relacionada às relações entre pessoas (humano-humano), a interatividade diz respeito à relação entre o sujeito e as tecnologias ou sistemas (humano-máquina) (Pimentel, 2013).      N...

E para você, que sentido tem a vida?

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DETALHES DA VIDA: o que realmente percebemos?     O que é 👉  Ser Sensível  👈ao mundo?       Ser sensível nem sempre é bom, mas é algo que considero necessário. A sensibilidade nos faz enxergar para além do que se é mostrado. Ela nos compadece, mas também nos rasga; nos expande, mas também nos apequena; nos inspira, no entanto causa desconforto. A sensibilidade nos expõe ao Mundo.      Quando entramos em contato com a escrita de Clarice Lispector e nos identificamos com suas palavras, intensidade, busca de si mesmo; nos deparamos com uma nova forma de perceber a vida. É assim que me sinto a cada novo livro dela que leio. A literatura tem o poder de nos ressignificar. Sempre fui um ser tímido e introspectivo que procurava sentido naquilo que fazia, nos sonhos que sonhava, nos caminhos que trilhava e, principalmente, na vida. A vida sempre foi um tema e um campo de muita reflexão para mim, e Lispector, com seus personagens complexos,...

O ATO DE CRIAR

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 Quando crio, aprendo com a minha criação         Durante esse intervalo sem aulas presenciais pensei bastante sobre minha proposta de artigo: por onde começar? Quais caminhos seguir? Que teóricos usar para embasar meu estudo? E o artigo começou a ganhar vida, seu esqueleto sendo construído aos poucos. O processo de escrita costuma ser lento, entre idas e vindas; escrita, correções, escrita, erros, acertos, correções... É um processo solitário: você, sua escrita e as vozes dos estudiosos que te ajudarão nessa tarefa árdua. O processo criativo da escrita não acontece em um passe de mágica. Temos que beber de diversas fontes e encontrar o nosso caminho, a nossa voz, ainda que esta esteja composta por diversas vozes. O cuidado é contínuo!  Este artigo não me servirá como um instrumento para conseguir "nota" na disciplina, mas como um caminho de aprimoramento para a escrita de minha dissertação, um pontapé inicial para essa trajetória de pesquisadora que t...

Estudo dirigido: Tecnologia, técnica, cognição e aprendizagem

 Tecnologia e Aprendizagem      As leituras de Álvaro Pinto (2005) e Lévy (1993) permite compreender a tecnologia não como um conjunto de ferramentas externas, mas como uma dimensão constituinte da existência humana e do pensamento coletivo. Os autores desconstroem visões instrumentais e propõem uma nova compreensão da aprendizagem e da consciência.      Para Pinto (2005),  a tecnologia é sempre uma produção histórica situada em contextos sociais e econômicos específicos , desmontando a ideia de tecnologia universal e neutra e evidenciando que expressões como "era tecnológica" e "técnica em escala planetária" fazem parte de artifícios ideológicos. Pinto argumenta, ainda, que o conceito de técnica planetária ignora as massas privadas de acesso às tecnologias avançadas e serve aos interesses econômicos de centros produtores hegemônicos.      Pierre Lévy (1993) dialoga com a visão de Pinto (2005) ao rejeitar a ideia de uma "Té...

Autoavaliação: ressignificação de trajetórias

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 Olhar para si é um movimento de descoberta      Em outros posts anteriores falei um pouco sobre como tem sido desafiador esse início do mestrado. A disciplina de Tecnologias Digitais no Ensino tem me tirado da caixinha e me sacudido semanalmente. Sim, apesar das dificuldades que tenho tido para realizar as leituras, muitas delas densas, com conceitos que tive o primeiro contato somente agora, considero que tenho avançado de forma positiva na compreensão e entendimento dos fundamentos teóricos da disciplina.          Os estudos e leituras realizadas têm modificado minha maneira de pensar sobre Tecnologia (ciência que embasa a técnica), bem como sobre a incorporação (e não uso) dos artefatos digitais no ensino, compreendendo suas possibilidades e limitações na promoção de um ensino crítico, consciente e colaborativo. Compreender que as tecnologias digitais devem ser aliadas dos docentes em suas práticas faz muita diferença, uma vez que temos, ...

Linha do tempo: incorporação das tecnologias no ensino brasileiro

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  Tecnologias Digitais no Ensino: possibilidades e limites    A incorporação das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na educação impactou as práticas de ensino e de aprendizagem ao longo do tempo, desde quando se iniciaram as reflexões sobre a utilização de recursos digitais nos ambientes escolares na década de 1970. De acordo com Coll, Mauri e Onrubia (2010) , as TIC possuem um grande potencial para inovar e transformar o ensino, funcionando como instrumentos psicológicos que medeiam os processos de pensamento e interpensamento. No entanto, para que essa melhoria ocorra de forma eficiente, é preciso incorporar as tecnologias no projeto técnico-pedagógico , para que façam parte da mediação no Triângulo Interativo (alunos, professor e conteúdos), uma vez que o acesso aos artefatos digitais por si só não garante a construção de novos conhecimentos. Os autores pontuam que o uso pedagógico deve visar o desenvolvimento de competências digitais que permitam aos al...